Deus não vê como vê o homem
É curioso ver como o Deus da religião se preocupa mais com brinco, batom, comprimento de saia, tatuagem e cor do cabelo do que com avareza, inveja, egoísmo e ambição. Ele mais se parece com uma divindade grega, que privilegia a estética, do que com o Deus dos Hebreus, que demanda que o homem possua ética. Disse o Senhor a Samuel: “Deus não vê como vê o homem...”, mas nós preferimos nos apresentar diante dele com exterioridades performáticas do que com interioridades factuais. Sim, este é um tempo de muito carisma e pouco caráter, de rostos irretocáveis e mentes sujas, de almas vaidosas ao invés de espíritos quebrantados. Olhando para uma geração semelhante a nossa, Jesus afirmou: “Ide compreender o que significa: misericórdia desejo, não holocaustos”, ou seja, prefiro os que fazem o bem e andam em humildade do que quem me traz dízimos e canta louvores sem devoção na alma, pois de nada aproveita o serviço feito em nome do sagrado quando o sagrado não acontece como paixão reverente e dadivosa no coração e na consciência...
- Carlos Moreira
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